terça-feira, 8 de março de 2016

Cinco iniciativas feministas para conhecer no dia das mulheres

terça-feira, 8 de março de 2016
Dia das mulheres, aquele montão de homenagem vazia e mais um monte de gente lutando contra isso. Como estamos falando desse dia de luta, decidi aproveitar o dia indicando iniciativas virtuais e reais que empoderam e deixam a mulher no protagonismo. Ai vai:

Capitolina - Com a proposta de falar com meninas e adolescentes sem o fofuches da Capricho, a Capitolina cresceu nos últimos anos. Fala de crescimento, feminismo e racismo do mesmo modo que analisa televisão, fala de literatura, esportes e etc. O conteúdo colaborativo impressiona, e a empreitada virou livro no último ano.

Revista Azmina - No sobre nós da revista tem uma explicação muito melhor do que a que posso tentar fazer: "uma publicação digital e gratuita, cujo objetivo maior é contribuir para a redução das desigualdades de gênero no Brasil. Concebida por uma equipe fundamentalmente feminina, a revista pretende mudar a comunicação jornalística e publicitária no que se refere a discurso de gênero e representatividade". Além de um conteúdo interessante, as jornalistas também buscam financiamento para pautas mais profundas sobre temas relacionados ao feminismo. Saiba mais aqui.

Think Olga - talvez o mais conhecido dessa lista. O Olga é um projeto que aborda as mulheres em várias frentes: o projeto chega de fiu-fiu, incentivo a entrevistar especialistas mulheres - uma pesquisa internacional apontou que 65% eram homens e apenas 19% eram mulheres (17% se referiam a fontes institucionais) - aconselhamento, eventos e etc.




Girl Rock Camp - Esse é um dos mais legais e me dá vontade de ser criança de novo. O Girl Rock Camp é um acampamento de férias para meninas com idades de 7 a 17 anos que ensina elas a tocarem instrumentos. Um período por meio da educação musical, criatividade, pensamento crítico e colaboração. Dá para se voluntariar e ate mesmo participar de um acampamento adulto, mas esse não sei se volta rolar.

Geledés - O Instituto da Mulher Negra é uma organização política de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras. Além de discutir empoderamento, a instituição que fica em São Paulo organiza eventos, palestras, cursos e outras atividades.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A linha narrativa de um clipe (ou como voltei a Love of Lesbian + Lyona)

domingo, 21 de fevereiro de 2016


Sabe quando um artista cria uma persona nos clipes e você termina tão apegada a ela como a música tipo a parceria Sia + Maddie? É basicamente sobre isso que vamos falar. Já contei desses dois por aqui: indiquei Love of Lesbian, uns roqueiros indies espanhois nesse post aqui, e também contei um pouco da arte da Lyona e do meu amor por "Yo mataré monstruos por ti" nessa postagem, mas nunca realmente contei como me apaixonei pela parceria. Então hoje surgiu na minha timeline uma matéria chamada "A Spilberg da música Indie" e decidi falar mais um pouco.

Apesar da banda ter alguns muitos anos, LoL só caiu nas minhas graças com "1999 (o cómo generar incendios de nieve con una lupa enfocando a la luna)" - sim, um título realmente grande - de 2009. A responsável pelos clipes (e pela imagem do CD,  material promocional e tudo o mais que deveriam produzir artisticamente) é Lyona. Ela queria criar uma ideia de trilha sonora, como se os clipes fossem de algum filme, e decidiu chamar um par de estranhos para isso.

Marina e Carlos não são atores. Marina era uma fixação de Lyona, ela viu umas fotos na internet, achou fotogênica, entrou em contato. Calhou dela ter um amigo que a artista achou que era o que precisava e o resto virou história. A espanhola fez vídeos para algumas músicas do "1999" e quatro dos clipes são protagonizados por Marina e Carlos. Ai vai cronologicamente:





Basicamente: garoto conhece garota. Ela é meio esquisita, ele tenta acompanhar. Ela é meio visceral e gosta de coisas esquisitas (alô Eduardo e Mônica espanhóis). Vamos lá naquele show que eu odeio porque ela gosta (e se você pegou a referência, o clipe é todo baseado na cena do show do Bowie de "Eu, Christiane F."). Dai começa o "segundo assalto" do relacionamento e a gente começa a brigar e decide que acabou, tudo embalado ao tom melancólico de "1999". Legal, né? Ou seja, antes da Maddie da Sia, eu já tinha Marina e Carlos do Love of Lesbian. 




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Lendo a etiqueta: você sabe de onde vem sua roupa?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
(Campanha incrível da Canadian Fair Trade Network que conta a história por trás da etiqueta. O Adnews traduziu as peças, vale a pela ler) 

A gente já entendeu como tirar vantagem na compra ao ler a etiqueta e descobrir a composição do tecido (e de quebra entendemos um pouco mais sobre os símbolos de lavagem), mas vamos pra outro papo sério na etiqueta: o local de fabricação. Na maioria das vezes não reparamos nessa informação, e quando muito somos levadas a crer pela etiqueta "produto importado" que a peça teve algum cuidado a mais na produção. Na verdade, a grande maioria ou é fabricada em países pobres e sem leis trabalhistas (para baratear os custos). 

Quando não tem informação sobre ser importado ou não, a procedência da peça é ainda mais turva. Com as empresas globalizadas, fica muito mais difícil identificar de onde vem suas peças. Muitas lojas (caras inclusive) encomendam peças nas sweatshops de lugares como China e Indonésia,com estrutura péssima, qualidade de trabalho ruim e salários minúsculos. Com um sistema tão injusto como esse, é preciso pensar: está valendo a pena ser parte desse processo?




Comparação feita pelo reality "Sweatshop Deadly Fashion", em que blogueiras de moda vão trabalhar em uma fábrica no Camboja e ficam chocadas com as condições locais. 

"Mas fazer o que se todas as lojas tem locais em etiquetas meio duvidosos?

Como até aqui no Brasil temos casos de trabalhadores análogos a escravidão, fica difícil não desconfiar da fabricação das peças. Ai vai algumas dicas para comprar sem financiar esse crime:

1) compre com os pequenos: isso mesmo, tente comprar com quem faz. Nesse post eu dou ideia de locais para comprar direto com o artesão/estilista. Tem preço justo e você tem certeza da procedência do material. No post de como comprar lingerie na internet também tem algumas dicas;

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