quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"La La Land" é tudo isso mesmo que estão falando

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Em época de Oscar, renascemos como fênix para contar sobre esse filme. Assim que começou a chuva de prêmios, fiquei com um pouco de pé atrás com "LA La Land: Cantando as Estações" - mas muito muito pouco porque estava empolgada com um musical com Emma Stone e Ryan Gosling desde que vi no IMDB da atriz que esse projeto ia rolar.

Para quem estava escondido debaixo de uma pedra, a premissa é a seguinte: a aspirante a atriz e barrista Mia (Emma Stone) conhece o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) e eles se apaixonam enquanto tentam realizar seus sonhos na "Cidade das Estrelas", Los Angeles. Tudo isso com dança, sapateado, gente cantando, muitos instrumentos e essa química ABSURDA que une Emma e Gosling, em seu terceiro trabalho juntos. 

(Pausa para esse gif maravilhoso de "Amor à Toda Prova" porque eu quero. É o Gosling sarado, gente, vocês fariam o mesmo)




terça-feira, 8 de março de 2016

Cinco iniciativas feministas para conhecer no dia das mulheres

terça-feira, 8 de março de 2016
Dia das mulheres, aquele montão de homenagem vazia e mais um monte de gente lutando contra isso. Como estamos falando desse dia de luta, decidi aproveitar o dia indicando iniciativas virtuais e reais que empoderam e deixam a mulher no protagonismo. Ai vai:

Capitolina - Com a proposta de falar com meninas e adolescentes sem o fofuches da Capricho, a Capitolina cresceu nos últimos anos. Fala de crescimento, feminismo e racismo do mesmo modo que analisa televisão, fala de literatura, esportes e etc. O conteúdo colaborativo impressiona, e a empreitada virou livro no último ano.

Revista Azmina - No sobre nós da revista tem uma explicação muito melhor do que a que posso tentar fazer: "uma publicação digital e gratuita, cujo objetivo maior é contribuir para a redução das desigualdades de gênero no Brasil. Concebida por uma equipe fundamentalmente feminina, a revista pretende mudar a comunicação jornalística e publicitária no que se refere a discurso de gênero e representatividade". Além de um conteúdo interessante, as jornalistas também buscam financiamento para pautas mais profundas sobre temas relacionados ao feminismo. Saiba mais aqui.

Think Olga - talvez o mais conhecido dessa lista. O Olga é um projeto que aborda as mulheres em várias frentes: o projeto chega de fiu-fiu, incentivo a entrevistar especialistas mulheres - uma pesquisa internacional apontou que 65% eram homens e apenas 19% eram mulheres (17% se referiam a fontes institucionais) - aconselhamento, eventos e etc.




Girl Rock Camp - Esse é um dos mais legais e me dá vontade de ser criança de novo. O Girl Rock Camp é um acampamento de férias para meninas com idades de 7 a 17 anos que ensina elas a tocarem instrumentos. Um período por meio da educação musical, criatividade, pensamento crítico e colaboração. Dá para se voluntariar e ate mesmo participar de um acampamento adulto, mas esse não sei se volta rolar.

Geledés - O Instituto da Mulher Negra é uma organização política de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras. Além de discutir empoderamento, a instituição que fica em São Paulo organiza eventos, palestras, cursos e outras atividades.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

A linha narrativa de um clipe (ou como voltei a Love of Lesbian + Lyona)

domingo, 21 de fevereiro de 2016


Sabe quando um artista cria uma persona nos clipes e você termina tão apegada a ela como a música tipo a parceria Sia + Maddie? É basicamente sobre isso que vamos falar. Já contei desses dois por aqui: indiquei Love of Lesbian, uns roqueiros indies espanhois nesse post aqui, e também contei um pouco da arte da Lyona e do meu amor por "Yo mataré monstruos por ti" nessa postagem, mas nunca realmente contei como me apaixonei pela parceria. Então hoje surgiu na minha timeline uma matéria chamada "A Spilberg da música Indie" e decidi falar mais um pouco.

Apesar da banda ter alguns muitos anos, LoL só caiu nas minhas graças com "1999 (o cómo generar incendios de nieve con una lupa enfocando a la luna)" - sim, um título realmente grande - de 2009. A responsável pelos clipes (e pela imagem do CD,  material promocional e tudo o mais que deveriam produzir artisticamente) é Lyona. Ela queria criar uma ideia de trilha sonora, como se os clipes fossem de algum filme, e decidiu chamar um par de estranhos para isso.

Marina e Carlos não são atores. Marina era uma fixação de Lyona, ela viu umas fotos na internet, achou fotogênica, entrou em contato. Calhou dela ter um amigo que a artista achou que era o que precisava e o resto virou história. A espanhola fez vídeos para algumas músicas do "1999" e quatro dos clipes são protagonizados por Marina e Carlos. Ai vai cronologicamente:





Basicamente: garoto conhece garota. Ela é meio esquisita, ele tenta acompanhar. Ela é meio visceral e gosta de coisas esquisitas (alô Eduardo e Mônica espanhóis). Vamos lá naquele show que eu odeio porque ela gosta (e se você pegou a referência, o clipe é todo baseado na cena do show do Bowie de "Eu, Christiane F."). Dai começa o "segundo assalto" do relacionamento e a gente começa a brigar e decide que acabou, tudo embalado ao tom melancólico de "1999". Legal, né? Ou seja, antes da Maddie da Sia, eu já tinha Marina e Carlos do Love of Lesbian. 




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