sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Três filmes argentinos para se ver (e que não são protagonizados por Ricardo Darín)

sexta-feira, 31 de outubro de 2014


Ok, Ricardo Darín é um ator de primeira grandeza. O problema é que nos últimos anos, ele e o cinema argentino passaram a usar o mesmo número de sapato em boa parte do planeta, o que fez muita gente simplesmente achar que se tem filme argentino, ele tem que ser obrigatoriamente protagonizado pelo Darín. O cinema latino-americano em geral cresceu e apareceu nas últimas décadas apesar da pouca plateia (o site La Latina é uma ótima fonte para quem quer saber mais). Para provar que  o Darín não é "o único ator argentino", foca em três dicas de longas hermanos muito bons, sem Ricardo e que estão disponíveis no Netflix:

O Abraço Partido 
Não, não é Almodovar mas também tem família. Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.


Medianeras 
Em época de tinder, quem sabe usar tecnologia é rei. Martin (Javier Drolas) está sozinho, passa por um momento de depressão e não se conforma com a maneira com a cidade de Buenos Aires cresceu e foi construída. Web designer, meio neurótico, pouco sai e fica grande parte do tempo no computador. É através da internet que conhece Mariana (Pilar López de Ayala), sua vizinha também solitária e desiludida com a vida moderna numa grande cidade.

Garagem Olimpo 
Grande Reflexão sobre a ditadura (sobre o Brasil e nos países vizinhos). Argentina na época da Ditadura. Maria (Antonella Costa), jovem professora e militante de esquerda é sequestrada por um esquadrão militar e mantida sob tortura, de olhos vendados em uma velha garagem. Ela é entregue a um dos "melhores" homens do lugar: Felix (Carlos Echevarría), um agente secreto da polícia que leva uma vida dupla, como torturador de prisioneiros e um dedicado cidadão. Então para garantir sua vida, Maria entra no jogo do torturador.

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