sábado, 22 de novembro de 2014

Não gosta de "Red Band Society"? Tente com "Polseres Vermelles"

sábado, 22 de novembro de 2014

Uma das minhas séries preferidas é "Polseres Vermelles", produção catalã criada por Albert Espinosa. Steven Spielberg se encantou com a história dos amigos que vivem em um hospital e comprou a ideia - junto com a FOX - de adaptar o programa espanhol. Na versão, com Octavia Spencer e Dave Annable, seis adolescentes convivem com o coma, anorexia, câncer e problemas do coração em um estilo "série médica dos Estados Unidos", o que rouba o foco dos pacientes com os casos entre médicos. Só para começar, o hospital parece um shopping, os adolescentes são caricatos e meio planos e a inserção do estilo high school (tem uma líder de torcida malvada, gente) me deixou meio nervosa. É só alegre demais para ser protagonizada por pacientes semi-terminais. A série parece que não conquistou. de aposta da temporada, ela agora é tratada como uma com mais probabilidades de ser cancelada.

Para quem não gostou de "Red Band Society" (ou mesmo já está preparando o coração para ficar orfão da série), uma opção é correr para o original. "Polseres Vermelles" estreou em 2011 e tem apenas duas temporadas e a previsão de uma terceira (explico isso lá embaixo). Com fotografia sóbria e adolescentes irritantes sem parecerem "malvada", "girl next door" e etc. O protagonista principal, Lléo (persona do Albert Espinosa, que teve o mesmo tipo de câncer, amputação e tratamento do personagem), resolve montar um grupo no hospital a partir de uma história de um outro paciente, Benito. Para ele, todo grupo precisa de um líder, aquele que poderia ser líder se não tivesse um líder, o imprescindível, o que sabe se virar, o bonito e a garota.




E assim começa a mitologia baseada nas pulseiras vermelhas, nunca muito bem explicadas na versão americana. Lléo passou boa parte da infância no hospital sozinho e fica on fire depois que descobre a história do grupo. Conforme as pessoas vão chegando no hospital, elas começam a formar parte dos polseres, quase um grupo de autoajuda para crianças terminais (ou quase isso). Aqui não tem cores fortes, ou piadinhas, é um humor meio cru, flertando com a morte dos protagonistas, e muito sentimento de amizade de que "você não está sozinho nisso"

O que me prendeu na série é a habilidade do roteiro de você ver eles como crianças em uma hora e como pacientes em outras. Existe um episódio que eles precisam lidar com a morte de um deles que deixa todos sem chão (e que conversando com meus botões, acho que não acontece na televisão americana). O único problema da série é sua periodicidade. Albert quer contar a história sem cansar, e resolveu que só vai filmar quando os atores tiverem a idade que ele quer para a temporada, o que significa que os intervalos estão ficando piores. A primeira temporada foi ao ar em 2011, a segunda, em 2013, a terceira, Alberto disse em entrevista, só quando eles forem adultos - o que deve levar uns bons quatro anos, para sofrimento dos fãs.

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