sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Conta tudo para sua mãe Quico!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


Uma nova forma de combater o assédio contra mulheres está chamando atenção essa semana: contar para a mãe do agressor. Sim, uma atitude que lembra a nossa infância se mostrou eficiente porque apesar de não respeitar nenhum outro membro do sexo feminino, homens costumam temer suas mães e tem medo de decepcioná-las. Primeiro foi a história da jornalista de games Alanah Pearce, que depois de receber ameaças de agressão e estupro em suas redes sociais, resolveu aproveitar o caminho do perfil dos agressores para entrar em contato com a mãe deles. O resultado é a imagem que ilustra o post, muitas desculpas e a afirmação de que vai conversar com os filhos.

Alanah escreve sobre games, editoria no meio do olho do furacão por esses meses (lembram do link da semana sobre gamergate?) e as ameaças vieram de menores de idade, que moram com as mães e que devem ouvir - e muito delas. No Peru, a experiência foi além, e convidou duas mães de assediadores para se disfarçarem e esperar os filhos entrarem em ação. A ideia é bem simples mas gera resultado, a mãe se revela, paga um esporro nos filhos e eles se arrependem - e a ação parece meio forçada, o que gera dúvida se é real ou não.

Mas o importante é: se dizem que a cantada é saudável, que melhora a autoestima, por que os homens ficam com vergonha quando precisam encarar a mãe e chegam a dizer que não foram eles? Porque a tal cantada não é saudável, não melhora a autoestima e é só um homem babaca, fazendo babaquice e deixando mulheres acuadas e com medo pelas ruas.

A tal cantada é assédio, por mais que algumas pessoas defendem o contrário. Quando você se aproxima de um desconhecido para declarar que as partes da pessoa são bonitas ou o que faria com ela em termos baixos, isso não é cantada e isso acontece com quase toda mulher ao longo da vida. Nos últimos tempos, várias campanhas começaram a chamar atenção para a causa e diversos homens começaram a apoiar abertamente causas feministas - cinco anos atrás, a maioria só chamariam essas causas de feminazis e iriam seguir a vida sem parar para refletir. Uma das mais legais é o "Chega de Fiu Fiu", que mapeia o assedio, divide histórias e ainda prepara um filme via crowdfunding. É como diz o projeto, "Ninguém deveria ter medo de caminhar pelas ruas simplesmente por ser mulher".

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