segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Dê uma chance aos filmes antigos: "Tarde Demais para Esquecer"

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


Há algumas semanas falei de "Aconteceu Naquela Noite" e como o longa é praticamente o pai das comédias românticas. Já começo falando que "Tarde Demais para Esquecer" não inovou em nada (ou praticamente nada, porque apesar de ser um romance, temos uma mocinha infiel em 1957), mas é triste, daqueles filmes que você vê agarrada a um pote de sorvete e dividindo a dor de cotovelo com Deborah Kerr e Cary Grant. 

A História é a seguinte, Nickie Ferrante (Grant) é o playboy favorito da cidade conhece Terry McKay (Kerr) em uma viagem de navio. Papo vai, papo vem, os dois começam a se apaixonar mas temos um problema: os dois estão em um relacionamento com outras pessoas. Eles decidem se encontrar seis meses no topo do Empire State Building - já ouviu essa história em algum lugar, né? já te conto onde. Final feliz? Claro que não, Terry nunca apareceu no encontro e Nickie precisa viver sabendo que foi rejeitado pelo grande amor. Quer um outro resumo mais legal que o meu e cheio de spoilers? Adoro esse de "Sintonia de Amor":


Já entendeu que é triste, triste, triste, né? Mas por algum motivo, também é muito bom - tanto que entrou para a história como a quinta maior história de amor do American Film Institute (AFI). O filme é um remake de "Love Affair" de 1939 - praticamente cena a cena - mas é muito mais legal que a versão original pelas atuações de Deborah e Cary e toda a tensão que eles colocam nos personagens. Depois de lançado, "An Affair to Remember" entrou para a cultura popular, ganhou outros remakes (incluindo em Bollywood) e virou referência do "me encontre no topo do Empire State Building". A cena de "Sintonia do Amor" faz parte dessa homenagem - assim como todo o filme, que abusa de referências e usa até a trilha original do longa de 1957.

Uma coisa engraçada sobre "Tarde Demais para Esquecer" é que independente da versão, a cena final sempre é praticamente idêntica, incluindo as falas - talvez pelo efeito "Ai meu Deus, ele vai descobrir" que todo mundo sente. Para matar a curiosidade, ai vão as cenas: a cena do filme de 1957, a de "Segredos do Coração", de 1994, de "Love Affair", de 1939, e da versão bollywoodiana "Mann", de 1999. Então é isso, deem uma chance ao filme antigo, ao pote de sorvete e ao pijama (vocês vão precisar, confiem em mim) e assistam esse filme delicioso sem se sentirem culpados.

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