sábado, 7 de fevereiro de 2015

A incrível ligação de "O Grande Hotel Budapeste" com o Brasil

sábado, 7 de fevereiro de 2015


Wes Anderson vive de dar pinta por aqui, apesar de nunca ser uma análise mais profunda (ou basicamente, eu sendo fã e enfiando o diretor em qualquer lugar). De novo, o post tem a ver com Wes, mas não é sobre ele: assisti "O Grande Hotel Budapeste" e quando sobem os créditos vem uma palavra marota, conhecida por brasileiros: Petrópolis. Mas o que teria a ver a cidade de Pedro I e um filme situado nos Alpes?

A resposta é o autor Stefan Zweig, escritor austríaco que morreu em Petrópolis - curiosamente os alpes cariocas - depois de fugir da guerra na Europa. Wes Anderson conheceu a obra de Zweing recentemente e depois de se apaixonar por seus livros resolveu não só "roubar" a estrutura da obra, como se inspirar no próprio autor para criar um personagem.


M. Gustave H (Ralph Fiennes) tem a personalidade - e o bigode - de Zweing

Zweing chegou ao Brasil no inicio dos anos 1940 e inclusive escreveu um ensaio, "Brasil, País do Futuro", depois de impressionado. A mudança não durou muito tempo, pois o escritor e a mulher cometeram suicídio dois anos depois, deprimidos com o andamento da guerra. Além de inspirar "O Grande Hotel Budapeste", a obra de Stefan Zweing também foi usada em uma adaptação nacional. Para quem não conhece, ai vai a dica: "A Coleção Invisível", de Bernard Atal e protagonizado por Vladimir Britcha.

Sobre "O Grande Hotel Budapeste": no período entre as duas guerras mundiais, o famoso gerente de um hotel europeu conhece um jovem empregado e os dois tornam-se melhores amigos. Entre as aventuras vividas pelos dois, constam o roubo de um famoso quadro do Renascimento, a batalha pela grande fortuna de uma família e as transformações históricas durante a primeira metade do século XX.

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