terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"Rudderless": aquela vez que o William H. Macy dirigiu um filme

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


Existem atores que são geniais em ser escada: quase nunca protagonizam nada mas brilham a ponto de ajudar a conduzir a história (e as vezes roubar o holofote do protagonista). Meu triunvirato favorito é formado por William H. Macy, Steve Buscemi e John Goodman - com Stanley Tucci correndo por fora como café com leite por não ter chegado ao meu coração ao mesmo tempo que os outros três. É por isso que quando vi que o William H. Macy dirigiu um filme, senti uma vontade insana de assistir, mas como todo bom filme indie lançado em Sundance, a vontade só foi resolvida meses depois. 

Essa introdução gigantesca é para contar que vi "Rudderless", o tal filme de estreia do Macy em direção de longa-metragens. Protagonizado por Billy Crudup, conta a história de um pai bem sucedido, Sam, que perde o filho em um tiroteio em uma universidade e logo depois o rumo - e o emprego, e a casa e tudo de sucesso que tinha para sofrer a perda. A história começa praticamente dois anos depois, quando a ex-mulher entrega para Sam CDs demos do filho, um lado desconhecido do jovem que ele só descobre ouvindo as músicas.


Dai o pai se envolve com as letras do filho e começa a tocá-las em um bar, onde conhece um jovem sem referência paterna e eles acabam, quase como uma osmose, formando uma banda, a "Rudderless". Ai você assiste a primeira uma hora do filme, sentindo o vazio do pai através da música e como ele muda através das canções do filho e as relações que ela traz e já subentende o final. Mas é ai jovem padawan, que o longa te surpreende e te choca com uma revelação e você reavalia toda a história que estava assistindo.

Billy Crudup dá o tom certo ao pai vivendo o luto - e não é sua primeira experiência com o assunto pai/filho, já que "Peixe Grande" também tem tema parecido e é maravilhoso - graças a seu talento e ao roteiro (assinado por Macy, Casey Twenter e Jeff Robison). Além da história, as músicas valem muito a pena, com atores se revelando excelentes cantores, músicos convidados e inclusive Selena Gomez, que faz uma ponta importantíssima.

Tá aprovado como diretor, William h. Macy.




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