domingo, 15 de março de 2015

"The Duff" e a saudade que tenho dos clássicos adolescentes dos anos 90/2000

domingo, 15 de março de 2015


Ok, preciso confessar, amo muito filmes de adolescente, sou daquelas que faz pipoca pra assistir a um original do Disney Channel ou da ABC Family. Apesar de me contentar com um longa ou outro, estava com saudades daquelas boas e velhas histórias protagonizadas por adolescentes que que fizeram meio mundo querer saber como é o dia a dia das escolas norte-americanas - já falei que apesar de dizer que não tenho filme preferido, a primeira coisa que vem na minha cabeça sempre é "As Patricinhas de Beverly Hills"?

Essa enrolação toda é para falar que vi "The Duff", um filme com a pegada das comédias românticas adolescentes clássicas mas com o mojo da era digital e o que ela pode fazer por você. Na história, A Bianca (Mae Whitman) descobre que é considerada uma DUFF, uma pessoa não tão bonita porém acessível, que serve de escada para as amigas mais bonitas. Ela então quer aprender a deixar de ser uma DUFF, e pede ajuda para o cara que contou pra ela essa sua "posição" na casta da escola - e que logicamente é o popular jogador de futebol, etc, etc. Qual é a treta envolvendo o filme? Essa sigla aqui (que alias, vem do livro) e as consequências que ela tem na história - incluindo o que as pessoas achavam que iam acontecer só pelo que viram no trailer e já visualizaram remake de "Ela é Demais".








Isso ai mesmo que vocês leram, a pessoa que é a amiga "feia e gorda". Apesar de parecer pesado, a história é retratada de forma leve (apesar do cyberbullying da queen bee da vez, que se fosse na vida real, tinha virado crime virtual e a bonita nem rainha do baile seria) e é legal como o mundo dos filmes adolescentes evoluíram. No trailer, dá a impressão de que Bianca se transforma, põe salto, maquiagem e etc. pra deixar de ser DUFF - haters do filme cismaram com isso sem ter visto o longa completo - não é isso que acontece. Bianca aprende que é legal ser ela, foda-se a sociedade, ela é uma mulher livre e problema de quem não entende isso - e arranja um namorado porque né, o cara é gatinho.

O filme é protagonizado por Mae Whitman, que tem 26 anos assim como seu companheiro de cena Robbie Amell - eta gostinho de nostalgia entre filmes com pessoas de quase 30 nos anos 2000 e a Malhação brasileira com a mesma tradição. Ela, conhecida da galera de "As Vantagens de Ser Invisível" está ótima e poderia me emprestar uns figurinos tranquilamente.


O roteiro é corrido, do meio para o fim você começa a ficar em dúvida sobre as coisas que acontecem, principalmente para os papeis secundários. A personagem da Bella Thorne claramente é inspirada em Regina George, mas não tem o glamour e fica meio perdida na história toda (e a atriz, com seus 17 anos de babyface acaba com muita maquiagem pra tentar não parecer uma criança no meio dos adultos que fingem ser adolescentes, confuso, né?)

Apesar dessa coisa de chamar uma pessoa de feia e gorda aleatoriamente, gostei do filme. Parece uma versão 2.0 do que vi no cinema e na sessão da tarde e não senti que perdi quase duas horas de vida assistindo. Para terminar, se um ator consegue fazer um diálogo ritmado com os movimentos dos músculos do peitoral e fazer isso parecer engraçado, ele tem minha atenção. You go Robbie Amell - principalmente porque como você só tá fingindo que tem 17 anos, estou livre para achar você gatinho sem me sentir uma aliciadora de menores.

O filme não tem previsão de estreia no Brasil e entrou em circuito nos Estados Unidos no fim de fevereiro. O roteiro é adaptado do livro de Kody Keplinger, que também não foi lançado por aqui.

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