segunda-feira, 11 de maio de 2015

Sobre como não dá para comprar "quase nada" com R$100

segunda-feira, 11 de maio de 2015


Lá em 2012, a Ana do Hoje vou assim off escreveu sobre a banalização do R$100 e como peças de shopping facilmente chegavam a R$200, R$300, ao infinito e além. Hoje vou bater na mesma tecla depois de uma experiência pessoal. Falei há um tempo sobre a racionalização do meu armário e nesse processo percebi que sou praticamente monocromática: cinza e preto domina meu armário e uma cor tímida aparece aqui e ali. Então sempre que tenho a chance, entro em lojas, olho camisas/camisetas e se gosto de algo, dependendo do preço, levo.

Esse é o problema, o preço. Eu não compro em lojas caras porque venho de uma família que nunca teve dinheiro para me dar coisas caras quando criança e me acostumei a fazer compras em lojas mais em conta e garimpar as peças - e confesso, odeio vendedora atrás de mim. Tem gente que ama essa atenção, mas eu não consigo olhar as roupas, tocar no tecido, então para evitar a dor de cabeça, quase todas as minhas compras são em fast fashions e online. Então eu vi o preço subir enlouquecidamente. Uma camisa simples de manga que tinha preços à partir de R$15,90, agora começam por R$29,90, calças Jeans já tem três dígitos, tem tantas jaquetas acima de R$200 nas lojas que tenho curiosidade para saber se encalha ou tem público para esse valor.


Tudo subiu, a inflação aumentou, a coisa ficou apertada (lembram das piadas infinitas sobre tomates quando ele estava muito muito caro?) e as lojas que eram baratas, já não são tão baratas assim. O salário minimo é R$788, o que significa que uma jaqueta, calça e camisa facilmente consomem 50% desse orçamento, não é a toa que o endividamento do brasileiro não para de bater recorde. Então vale a reflexão: está valendo a pena o consumo desenfreado? Por que as pessoas estão achando super normal gastar três dígitos em apenas uma peça de roupa?

Não conheço o mercado têxtil profundamente, não sei como gerir um negócio desse porte - apesar de acompanhar notícias como a de que esse foi o pior dia das mães para o comércio em sete anos - mas sei sobre meu bolso e sobre como abri mão do cartão de crédito há uns anos depois de conseguir "travar" a meu limite com excesso de parcelamentos. Então vai o conselho: analisem bem se vale a pena comprar, se o preço é legal, se vai usar aquilo algumas vezes ( e aproveitem para olhar também as partes de remarcações das lojas). Troque roupas, vá a brechós e feiras, entre em lojas online e procure por liquidações



Por fim, não fique neurótica. Se você deseja algo e pode comprar, vá em frente. Não quis cagar regra com esse post, só parar para refletir sobre como perdemos um pouco da noção de como R$100 é coisa pra caramba - e que com paciência e persistência de manter o orçamento, dá para fazer boas compras. Eu já me peguei achando um sapato de R$120 barato até fazer as contas do meu orçamento e perceber que o baratinho ia me fazer falta. Então é isso, valorize seu cofrinho e pense antes de comprar, nem que seja para decidir que você quer a tal peça desejo no final das contas.

2 comentários:

  1. Olha, já faz um tempo que eu não frequento lojas físicas. Isso porque eu sou MEGA consumista. Devoradora de Riachuelo, Renner e afins. Sorte a minha amar brechós, enjoei e querer ser minimalista. E se eu não ver, logo eu não vou querer. Então, melhor ficar no meu cantinho mesmo pra não ver as etiquetas a partir de R$99,90.

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    1. Nossa, tá muito difícil. E o que você acha por menos, não dura quase nada.

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