sábado, 17 de outubro de 2015

Aquela vez que resgatamos o Matt Damon de novo (mas em um filme ótimo)

sábado, 17 de outubro de 2015
Essa coisa de procurar Matt Damon no cinema é quase uma epidemia. Uma trilogia, uma captura do exército alemão e agora um resgate no espaço (de novo). Apesar disso, "Perdido em Marte" é excelente. Como o título em português já insinua, "The Martian" conta a história do astronauta Mark Watney (Matt Damon), que é deixado em Marte depois dos colegas de profissão acreditarem que ele morreu durante uma tempestade e evacuação da equipe do planeta.

Ele acorda horas depois para descobrir que foi deixado para trás. Mark então usa sua astúcia de botânico, uma profissão que os astronautas amigos zuavam mas que o ajudou a plantar batatas no espaço. Isso mesmo que você leu, ele planta, consegue água e oxigênio enquanto espera a janela de resgate calculada em quatro anos.



Parece um saco, mas é muito menos agoniante que "Gravidade". O astronauta é bem humorado, quase um vlogger engraçadinho explicando o que vai fazer para sobreviver em vídeos, e detesta música disco.  A produção procurou a Nasa e ganhou consultoria da Agência Espacial para adaptar o livro de Andy Weir com fidelidade - e quem tiver curiosidade, ai vai as fotos reais das locações recriadas e a lista de fatos do filme que são possíveis de acontecer com a tecnologia atual - e tem um resultado incrível de recriar a sensação de um homem sozinho em um planeta gigante. 

A trilha é outro ponto forte. O primeiro pensamento sobre a música de um filme passado no espaço é algo sério, incidental e para mostrar grandiosidade tipo a de "Interstelar", certo? Errado. O que toca em "Perdido em Marte" é disco e outras músicas dos anos 1970 que flertaram com o ritmo. Essa comparação é manjada e já vi em várias críticas, mas me lembrou "Guardiões da Galáxia" e sua "Awesome Mix Vol. 1". "Starman" de David Bowie e "Waterloo" do Abba chegam a tocar praticamente inteiras. De resto, é uma implicância eterna com Mark, que reclama desde o primeiro momento que odeia as canções que é obrigado a ouvir no abrigo espacial.




Além do nosso protagonista absoluto, temos a galera da NASA tentando trazer o astronauta de volta. Temos Kristen Wiig flertando com a dramédia novamente - mais ainda mais engraçada do que os da minha listinha de filmes dramáticos que ela protagonizou - Chiwetel Ejiofor e Jeff Daniels em outro personagem sério - que também cantei a pedra que também faz drama muito bem.

Aqui vai o porém: apesar do elenco estrelado, os papéis de Jessica Chastain e Kate Mara poderiam muito bem ser interpretados por qualquer atriz. Apesar do destaque na divulgação, aparecem pouco e com nenhuma cena memorável, mas sabe como é, né? Trabalhar com Ridley Scott é oportunidade de ouro e rola uma fila de atores classe A para ser coadjuvante.

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