domingo, 31 de janeiro de 2016

Decifrando a etiqueta: composição, fibras naturais e sintéticas e símbolos

domingo, 31 de janeiro de 2016


Desde que passei a ler as etiquetas, minhas compras mudaram completamente. Apesar de continuar a fazer compras em fast fashions e lojas online - eu detesto vendedoras, me irrito, perco o tesão nas compras e etc - estou mais atenta a composição, tipo de tecido e o possível futuro das minhas roupas.

Mas por que ler a composição na etiqueta é importante? A resposta é simples: lendo, você evita comprar uma peça ruim achando que era boa, evita surpresas desnecessárias e de quebra avalia se a roupa vale mesmo o que está cobrando ou você está apenas pagando pela marca.

Desvendando a etiqueta: o que é tecido com fibra natural e o que é fibra sintética?

Fibra natural como o próprio nome diz, é da natureza, não é fabricado e transformado como o poliéster (já chegamos nele). Algodão, linho, lã e seda são exemplos desse tipo de tecido, que costumam ser mais duráveis - se cuidarmos direito - fresquinhas e com bom toque. Ao mesmo tempo, desbotam, amassam a toa e são caras.

As fibras sintéticas são tecnológicas, mas dependendo do tecido, são praticamente uma cilada. Viscose, raion, poliamida, nylon, acetato, poliéster, elastano, acrílico e poliuretano são alguns tipos. Meu foco aqui é roupa do dia a dia, por isso não vou falar de peças de praia, um estilo que ganha muito mais com esse tipo de fibra.

No geral, elas amassam muito menos, mantém as cores e barateiam o custo das peças. Ao mesmo tempo, esquentam muito, o que é inviável para quem mora em lugares muito quentes, desgastam rápido com as lavagens e rapidamente aparecem as "bolinhas" no tecido. A viscose é um caso a parte nessa lista porque é uma fibra artificial criada a base de celulose, mais fresca e com um toque que eu adoro.

Além dessas duas opções, ainda temos os tecidos mistos, uma mistura de fibras naturais e sintéticas que aproveita as melhores características de cada um e suaviza seus contras. É a melhor opção no custo benefício e o responsável pelas composições quebradas em porcentagem na etiqueta.


Qual é o problema com o poliéster?
Eu detesto, mas ele tem suas utilidades. Barateia a peça e misturado com outros tecidos pode ser responsáveis por peças bonitas sem custar muito. Poliéster por poliéster eu não curto porque além de esquentar horrores ainda faz barulho de plástico, como se você tivesse usado um saco de supermercado como blusa porque ele é feito a base de muita química e vira praticamente um plástico. Porém, ele é ótimo como forro de peças de inverno, porque sua impermeabilidade ajuda a deixar o casaco mais quentinho.

O que isso significa na hora de comprar? O que olhar na etiqueta?

Está em uma loja e viu uma peça linda? Olha a etiqueta e veja a composição. Lembre-se: fibras naturais duram mais, são mais frescas, mas amassam a toa, já as sintéticas esquentam, desgastam rápido mas são ótimas para quem não tem tempo de passar roupa e não vai usar muito aquela peça - e podem ser coringa na hora de escolher uma peça tendência sem ter que pagar um rim por ela.

Olhe o preço e análise se seu dia a dia bate com os tecidos. Antes mesmo de vestir no provador, veja as costuras. Depois vista e analise o caimento de todos os jeitos possíveis: veja a frente, costas, ande, sente, se mexa para descobrir como a roupa fica em todas essas situações. Pela qualidade e duração, peças parecidas com tipos de fibra diferente não devem custar o mesmo. Blusas 100% algodão não devem ter o mesmo preço da 100% poliéster e por ai vai. Eu, por exemplo, uso muito algodão e viscose porque moro no Rio ajuda a sobreviver ao verão. Ao mesmo tempo, peças mais estruturadas acabam sendo ou tendo sintético para serem mais estruturadas.

Vale a pena parar para olhar a etiqueta, além de não ser enganada, ajuda a criar seu estilo. Tentar entender a composição me fez fazer escolhas mais duráveis e passem um visual mais sério do que o tecido sintético com cara de mais baratinho. Ajudou a dar um up no visual de trabalho e combina mais com uma filosofia mais consciente.

Nesse post aqui, falamos sobre a procedência das roupas. Entra lá. Para terminar, o que significa cada simbolo (de um post de 2012 da Hoje Vou Assim Off):

2 comentários:

  1. Leitura obrigatória! O que eu já perdi de roupa na secadora... Agora mudando completamente de assunto, meu cabelo era virgem e castanho escuro. Inventei de passar a tinta 7.3 da Cor e Ton pensando que ficaria um loiro puxado para o mel. Porém, o cabelo ficou um cobre alaranjado muito esquisito para a minha pele branca amarelada. Agora quero que ele fique um vermelho no tom 666. Tem como fazer isso sem ter que descolorir os fios ou usar água oxigenada de 40? Quero continuar usando Cor e Ton, já que é única tinta que não resseca os meus cabelos. O site da marca oferece os seguintes tons de vermelho: 6.66 (Louro Escuro Vermelho) e 7.66 (Vermelho Intenso). Eu pensei em misturar 1 tubo da 11.11 e outro tubo da 7.66. Que você acha? Beijos!

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    1. Deixa desbotar um pouco e depois coloque o 6.66 (ou passe dekap color, que vai retirar o pigmento do 7.3 e pinte logo depois).

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