quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"La La Land" é tudo isso mesmo que estão falando

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Em época de Oscar, renascemos como fênix para contar sobre esse filme. Assim que começou a chuva de prêmios, fiquei com um pouco de pé atrás com "LA La Land: Cantando as Estações" - mas muito muito pouco porque estava empolgada com um musical com Emma Stone e Ryan Gosling desde que vi no IMDB da atriz que esse projeto ia rolar.

Para quem estava escondido debaixo de uma pedra, a premissa é a seguinte: a aspirante a atriz e barrista Mia (Emma Stone) conhece o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) e eles se apaixonam enquanto tentam realizar seus sonhos na "Cidade das Estrelas", Los Angeles. Tudo isso com dança, sapateado, gente cantando, muitos instrumentos e essa química ABSURDA que une Emma e Gosling, em seu terceiro trabalho juntos. 

(Pausa para esse gif maravilhoso de "Amor à Toda Prova" porque eu quero. É o Gosling sarado, gente, vocês fariam o mesmo)




É a química entre os dois, alias, que leva o filme nas costas. Apesar de lindo, colorido e com cenas que só pessoas que amam musicais vão gostar - a abertura é praticamente é um statement sobre o que serão as duas horas seguintes - com direitos a muitas referências estéticas, Fred Astaire e Ginger Rogers e homenagens a longas como "Sinfonia de Paris" (1951), "Os guarda-chuvas do amor" (1964), a pelicula não tem um grande roteiro, tudo parece uma desculpa para seguir com a história. É menos sentimento e mais palavras.

Abro uma aspas bem grandes sobre os trejeitos dos personagens aqui, porque apesar de um roteiro apenas ok, Emma arrasa com a sonhadora-que-quebra-a-cara-mas-segue-em-frente mesmo sem tanta extensão vocal e Gosling é bem competente nos olhares e manias do pianista louco por jazz, juntos e se tocando/olhando/beijando/dançando, Mia e Sebastian são ainda melhores - atenção para a última cena, fiquei aos prantos no cinema em uma longa sequência de mais de cinco minutos que nenhuma palavra é dita.



O diretor e roteirista Damien Chazelle já disse que era uma homenagem a era de ouro do cinema, mas a impressão que tenho é que era uma peça para a Broadway que esbarrou no sucesso de "Whiplash: Em Busca da Perfeição" e ganhou investimento para ir para a tela grande. Apesar de ter uma assinatura visual, a direção de Damien me irritou um pouco com todas as cenas difusas com rodadas rápidas e tudo o mais que diferente que ele colocou.

Apesar de não achar que o filme ganhe melhor filme, roteiro, atriz ou ator (apesar de praticamente já ter conseguido indicação), Chanzelle tem grandes chances de levar a estatueta para casa. O que pode atrapalhar são os outros longas igualmente bons e o tom geral, meio ingênuo e melancólico, e longe do drama que a Academia ama premiar. Vale a pena muito ver, porque, apesar da primeira cena brilhante, alegre e cantada, o filme tem muito mais a oferecer até para quem não gosta de musicais e ainda tem Gosling e Emma juntos de novo.



Sinopse: 
Os caminhos de um pianista de jazz e uma atriz iniciante se cruzam em Los Angeles e os dois se apaixonam. Entre as dificuldades de alcançar uma carreira de fama e sucesso, Sebastian e Mia tentam fazer o relacionamento dar certo.

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